Conquistar clientes habituais: como transformar primeiras visitas em clientes fiéis
A primeira visita decide
Quem quer conquistar clientes habituais tem de convencer logo na primeira visita. Os clientes lembram-se menos de pratos concretos do que da sensação: fui recebido com simpatia? Alguém reparou que era a minha primeira vez? O que vi online antes correspondia à realidade?
- Cumprimentar depressa, mesmo que ainda não haja mesa livre.
- Uma recomendação da ementa em vez de «Está tudo bom».
- Honestidade quando algo não corre bem, por exemplo, avisar de uma espera mais longa.
- Uma despedida que convide a voltar.
Ser reconhecido e tratado pelo nome
Nada fideliza tanto como ser reconhecido. Quem, na segunda visita, ouve «Outra vez o guisado da última vez?» sente-se bem-vindo. Nem sempre é possível, mas a equipa pode ajudar-se: quem conhece que clientes, que preferências, que alergias?
Nas reservas, notas curtas podem ajudar, como «mesa à janela» ou «sem glúten». Tem atenção à proteção de dados e guarda apenas o que for necessário para a visita.
Razões para voltar
Os clientes habituais precisam de um motivo para voltar. Pode ser uma oferta que vai mudando ou um dia fixo no calendário:
- Um prato do dia ou menu semanal que se possa consultar com antecedência.
- Um dia fixo com um prato especial, como o dia do bitoque ou a sexta-feira do peixe.
- Ementas sazonais que despertam a curiosidade.
- Uma tertúlia ou uma mesa reservada para os habituais.
O importante é que os clientes encontrem a oferta com facilidade. Um código QR na conta ou no expositor de mesa, que leve à ementa atual, ajuda na próxima vez que se perguntar «O que há hoje?».
Manter o contacto sem incomodar
Entre duas visitas, podes manter os clientes informados através do Instagram, de um grupo de WhatsApp ou de uma newsletter. Aqui, menos é mais: uma mensagem por um motivo real, em vez de publicidade semanal. Para newsletters e mensagens precisas do consentimento dos clientes.
Para ações pontuais, serve uma página própria que podes ligar. No Same-QR, por exemplo, o modelo «Promoção», com a oferta e as condições.
Levar o feedback a sério
Os clientes habituais são muitas vezes os primeiros a dizer-te quando algo não está bem. Pergunta ativamente, sobretudo depois de mudanças na ementa. E se alguém ficar uns tempos sem aparecer, um simpático «Que bom ver-te de novo» é melhor do que um «Há quanto tempo» cheio de censura.
As críticas dos clientes habituais pesam muito, porque eles têm termo de comparação. Levá-las a sério mostra respeito e mantém-nos em casa.
Pequenos gestos com grande efeito
- Guardar a mesa preferida quando um cliente habitual reserva.
- Um pequeno aperitivo ou uma aguardente por conta da casa, sem fazer disso uma regra.
- Deixar os clientes habituais provar primeiro os pratos novos e perguntar-lhes a opinião.
- Dar os parabéns no aniversário, se o cliente quiser.
- Lembrar-se das intolerâncias, sem que o cliente tenha de as repetir.
Estes gestos custam pouco, mas ficam na memória. Mostram que um cliente é mais do que um número de mesa, e é isso mesmo que faz de clientes, clientes habituais.
Perguntas frequentes
Para cafés e snack-bares com visitas frequentes, muitas vezes sim. Em restaurantes com visitas mais espaçadas, a atenção pessoal e uma boa oferta costumam funcionar melhor.
Só em ocasiões reais, como uma nova ementa sazonal ou um evento. Mensagens demasiado frequentes são depressa ignoradas.
Em princípio, sim, se for necessário para o serviço e respeitares as regras de proteção de dados. Guarda o mínimo possível e nada que os clientes não esperariam.
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